FITOTERAPIA

terça-feira, 29 de julho de 2014

O DOUTOR- Carta mediunica extraida do livro "Nós Abortamos" de Autoria de Nercio Antonio Alves

Tendo clinica medica, como ginecologista reconhecido, preferiu clinicar,clandestinamente,o uso do aborto, porque lhe oferecia uma fonte inesgotável de renda. As consequências foram tristes.. Treva...treva.. Sem um pouco de réstia de luz.Sofrimento e mais sofrimento! Visões atormentadoras sem tréguas. Réu confesso diante do tribunal de minha própria consciência,aguardei o veredicto quanto aos crimes praticados por mim.Foram tristes e amarguradas consequências. Lembro-me, quando na minha última vida na Terra,dos gestos afetuosos recebidos pelos meus pais e familiares. Fui uma pessoa querida e amada por eles. Nascido num lar abastado,tive a regalia de ver realizado todos os meus pedidos e caprichos.Estudei nas melhores escolas da epoca e tudo foi feito para realizar o sonho dos meus pais:tornar-me médico. Assim, com todas as facilidades para o estudo e dotado de inteligência,realizei os ideais dos meus genitores ,isto é,me formei em medicina-Doutor em Ginecologia. Com o correr do tempo, eu tinha clientela com atividades constante e, um belo dia, passei a me interessar pelo aborto, esquecendo os mandamentos de Hipócrates.Era um meio fácil de ganhar mais encargos monetários, pois os abortos provocados por mim era uma fonte inesgotável,vivendo uma parte da carreira médica como mercenário inescrupuloso, desrespeitando a vida formada ou em formação, o que contrariava as leis de medicina hipócratica.Os anos passaram rápido e,para minha surpresa, tornei-me vitima de uma enfermidade e, por mais que lutasse contra a doença, acabei vencido pela morte. Sim, digo morte, porque, mesmo do além(umbral),caminhei mergulhado em um sarcófago, atado por minhas vítimas, e mumificado pela indiferença que sempre alimentei em relação à vida fetal. Vi quadros terríveis projetarem-se em minha tela mental, onde cada uma das pequeninas vítimas amaldiçoava-me e chamava-me de assassino. Esse sofrimento foi aflitivo e interminável. Perguntei para mim mesmo: "onde estava o juramento que devia praticar diante dos mandamentos de Hipócrates?Por que fizera minhas mãos criminosas e tantas vítimas? A tortura na consciência era tanta, que pensei perder o juízo.Gritei pedindo auxilio. Gritei tantas vezes implorando misericórdia;mas ninguém parecia ouvir-me... Para amenizar-me, senti mãos suaves amparando-me, e reconheci que eram aqueles que me protegeram e me criaram, durante a minha existência física.Eram os meus pais.Surpreso, olhei para suas faces e estavam em lágrimas! Afinal,por que estavam chorando? Antes mesmo que eu pronunciasse alguma palavra para eles, ouvi de seus lábios: "O que fez,querido filho!Queríamos que suas mãos fossem abençoadas por todos; queríamos que fosses o socorro dos enfermos para cura-los e a outros, os pequeninos, oferecer-lhes a vida.E o que fez filho?" Com soluços e lágrimas vertendo em abundância, sufocaram suas vozes.Percebi que eles estavam sofrendo por mim e isso me marcou.Extenuado, postei-me de joelhos e com lágrimas na face, supliquei-lhe perdão. Nisto, surgiu uma criatura iluminada aproximando-se de mim e pedindo que a acompanhasse.Voltei o olhar para os meus pais e estes pediram-me serenidade, porque era para o meu bem.. Acompanhado-a, fui recolhido em uma casa de tratamento, igual a um manicômio, permanecendo ali por muito tempo. Quando uma nova oportunidade surgiu, fui avisado que estava próximo o meu reencarne, para reparação das faltas. Tudo voltou à tranquilidade. Em pensamento , fazia projetos para a nova existência, pois pensava: se fui médico na vida anterior, seria lógico eu voltar a ser medico.Assim sendo, na medicina aproveitaria para reparar os erros,planejando ser grande defensor da vida e da saúde; sem medir esforços, com sentimento humano, curaria as criaturas que passassem pelas minhas mãos. Foi essa a ideia que alimentei para ressarcir meus crimes.No entanto, chegando o dia do retorno à vida física na Terra, soube quais as funções que exerceria nela. Oh! Que decepção! Meus planos rolaram por agua abaixo... Reencarnaria, mas não como médico. O meu reencarne se dará compulsoriamente e viverei no corpo de um idiota, para reparar o mau uso de minha inteligência e a falta do dever de medico. O Doutor

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